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SaaS com dívida técnica enorme: como priorizar refatoração?

Fala, galera! Estou passando por uma situação complicada com meu SaaS. A gente começou a desenvolver o produto há uns 3 anos e, com o tempo, a dívida técnica foi se acumulando. No início, a gente priorizava lançar novas funcionalidades e, claro, a pressão do mercado e dos clientes era enorme. Agora, estamos com um código que está difícil de manter e, pior, isso está impactando a performance e a experiência do usuário. A minha dúvida é: como eu posso priorizar a refatoração sem deixar de lado as demandas do dia a dia? Como equilibrar isso? Já pensei em fazer um mapeamento da dívida técnica, mas não sei por onde começar. Alguém já passou por isso e pode compartilhar um pouco da experiência? Como vocês decidiram o que refatorar primeiro? Estou aberto a sugestões e dicas práticas que funcionaram para vocês.

Tatiane Queiroz Tatiane Queiroz · Desenvolvedor WordPress há 1 mês 237 visualizações 4 respostas

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Uma abordagem que funcionou bem para mim foi implementar um sistema de priorização baseado em impacto e esforço. Primeiro, fizemos um mapeamento da dívida técnica, listando tudo que estava causando problemas, desde bugs até partes do código que eram muito complexas. Depois, usamos uma matriz de priorização: de um lado, avaliamos o impacto que cada item tinha na experiência do usuário e, do outro, o esforço necessário para refatorar. Por exemplo, uma funcionalidade que estava causando muitas reclamações dos usuários e que era relativamente simples de corrigir foi nossa prioridade número um. Com isso, conseguimos resolver problemas críticos rapidamente e ganhar a confiança dos clientes. Além disso, reservei um tempo fixo na sprint para refatoração, o que ajudou a manter o foco. Essa estratégia nos ajudou a reduzir a dívida técnica em cerca de 30% em seis meses.

Anderson Silva Anderson Silva 3.283 karma há 1 mês
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Uma observação prática que eu gostaria de compartilhar é sobre o custo de não refatorar. Às vezes, a gente pensa que refatorar é um gasto, mas, na verdade, a falta de refatoração pode custar muito mais a longo prazo. Problemas de performance podem levar a uma alta taxa de churn, o que significa perder clientes e receita. Então, é importante ver a refatoração como um investimento na saúde do produto e na satisfação do cliente. Se você conseguir mostrar isso para a sua equipe e stakeholders, pode facilitar a priorização desse trabalho.

Jorge Batista Jorge Batista 951 karma há 1 mês

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Outra perspectiva que pode ajudar é a de adotar uma abordagem incremental. Ao invés de tentar refatorar tudo de uma vez, você pode escolher um módulo ou uma funcionalidade específica para trabalhar a cada sprint. Isso permite que você faça melhorias contínuas sem comprometer as entregas. Por exemplo, se você tem um sistema de autenticação que está causando problemas, foque nele primeiro. Além disso, é importante envolver a equipe de desenvolvimento nesse processo, pois eles podem ter insights valiosos sobre quais partes do código são mais problemáticas.

Fernanda Costa Fernanda Costa 689 karma há 1 mês
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Uma dica que eu sempre dou é usar ferramentas de análise de código, como SonarQube ou CodeClimate. Elas ajudam a identificar áreas problemáticas e a medir a dívida técnica de forma mais objetiva. Com esses dados em mãos, fica mais fácil justificar a necessidade de refatoração para a equipe e para a gestão. Além disso, essas ferramentas podem ajudar a monitorar a qualidade do código ao longo do tempo, evitando que a dívida técnica aumente novamente.

Bruno Martins Bruno Martins 636 karma há 1 mês